sexta-feira, 24 de julho de 2009

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Uma menina mulher
Um corpo evoluido
Seus fartos seios visíveis
As curvas são expostas devido a roupa
O lápis delineia seus belhos olhos
Um batom vermelho
A perda da infância
Com o amadurecimento precoce
Aquele que dizia que à amava
Abusou de sua confiança
Uma lágrima rola
O retoque é feito
O dia para muitos terminou
Mas para a menina mulher
Apenas começou.
Por Ana Carolina Giorgion

terça-feira, 21 de julho de 2009

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Um grito surge meio a platéia
O susto se espalha
A vida é narrada pelo desconhecido
O cenário cheira a morte.

Um casal de tempos antigos
Por todos muito conhecidos
Duas famílias divididas
Por ódios que os céus não explicam.

Amores que profanam as tradições
Um beijo excede fronteiras
Um casamento na calada da noite
Dois corpos unidos em um.

A guerra das ruas
A briga e a morte
O amor e o ódio caminhando de mãos dadas
Corpos caem por solo.

Um corpo que se divide em dois
Dois caminhos para salvarem-se
O casamento se aproxima
A palidez ri-se da sorte.

Estratégias são montadas
Mensagens não entregues
Uma poção e uma droga
Dois corpos, um corpo
A vida se esvai.

Desejos lançados aos céus
O desconhecido narra o real
Mãos se encontram
E as cortinas não caem.
Por Ana Carolina Giorgion
Esta poesia dedico
A todos os atores
Da peça SACRIFICIO.

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Andei por ruas escuras
Nadei por mares incertos
Dormi em camas impuras
Esperei para ter-te bem perto
Ri dos dramas da vida
Sonhei com beijos profundos
Ocultei feridas antigas
Nasci para um novo mundo
Por Ana Carolina Giorgion
A alguem que conheci
Em algumas horas
E ficará para sempre
Em meu coração

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Minha vida resume-se a
Páginas em branco
De um livro empoeirado
Abandonado na estante.

Por Ana Carolina Giorgion

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Um momento solene
O que eram dois
Agora é apenas um
Um monstro de quatro pernas
Todas entrelaçadas
Sussurros e gemidos
Um momento animal
De uma paixão carnal.
Por Ana Carolina Giorgion

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Os ponteiros do relógio são incertos
O tempo não pode ser preciso
Sinto muito sua falta
Apesar do pouco tempo
Gostaria de novamente encontrar-te
Sentir o calor de seu sorriso
A força de sua presença
Olho os casais que rodam
Sorrisos e olhares de cruzam
E os meus perdem-se no vento.

Por Ana Carolina Giorgion

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O tempo. O passear mecânico de ponteiros sincrônicos. Uma invenção que domina a vida. Cada minuto percorrido é um instante perdido. Podemos passá-los de várias formas.
Eu, por exemplo, passo frente a estas rosas tão belas. Aqui nesta poltrona, olho pessoas que transitam e imagino como cada uma encara o fim tão certo de suas desperdiçadas vidas.
Um segurança parado a minha frente mantém sempre a mesma feição. Impõe o respeito por sua cara de gorila dominante. Será que ele tem família? Quando chega em casa e seus filhos correm para abraça-lo, ele os trata friamente, pois o trabalho, que lhe ocupa o dia todo, já corre por suas veias?
Um grupo escolar com sua professora, fazem um trabalho de campo. Seus rostos de curiosidade são facilmente afastados pela tentativa de tomar maior destaque na hora da foto. Se hoje tentam aparecer mais, que tipo de adultos serão? Do tipo que pisoteia seus companheiros para ter maior destaque no momento de uma promoção empresarial.
Um senhor, com uma calça social cinza, uma camisa rosa e uma boina italiana caminha com passos lentos admirando o caminho que passa. Esse é diferente. Tem um olhar distante. Talvez se lembrando de seus tempos de juventude. Tempo que aproveitou sabiamente. Arrependendo-se apenas de uma coisa, porém a mais dolorosa de uma vida. Arrependendo-se de nunca ter dito o quanto amava sua esposa e companheira antes que ela partisse.
Por Ana Carolina Giorgion

terça-feira, 14 de julho de 2009

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Lembro de seu sorriso, calmo
Esperando uma resposta
Ainda lembro de sua mão carinho, reposando sobre a minha
Ninguem me tira da lembrança, seu beijo
Delirante como entorpecentes
Recordo de tudo, cada movimento, cada gesto
O que não me lembro, por que te deixei escapar.



Por Ana Carolina Giorgion

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Um longo caminho é percorrido na escuridão da noite
Sem luz, sem guia
Uma companheira me abandona
Sem pensar sigo em frente
Não olho o que deixei
A vida continua


Abaixo a cabeça
Uma lágrima escorre
Momentos de ternura e tristeza
Tento me recompor
De longe tenho uma visão
Caminha em minha direção
Por seus longos cabelos castanhos
Escorre uma suavidade
A profunda transparencia de seu olhar
Consegue chegar fundo
Onde homem algum chegou
Fecho meus olhos por um momento
A reflexão do surreal


Não era sonho
Ele se aproximava
Em seu rosto pálido
Sentia a leveza das nuvens
Como se nelas adormecesse
Sem nunca mais mais acordar
Em seus rubros lábios viajei
Uma viagem a um lugar nunca explorado
Entre astros e planetas
Sentimentos foram avivados


A visão caminhava
E mais perto chegava
Seu corpo transmitia a segurança
De todos os deuses
Mas por esse, meu corpo passou
Me virei para trás
E ele continuou caminhando
Um sentimento de inutilidade me dominou
A vida voltou ao que era.


Um longo caminho é percorrido
Na escuridão da noite
Sem Lua, sem guia
Um sentimento de inutilidade me dominou
Sem parar sigo em frente
Não olho o que passou
A vida continua
Caminhando até a morte.


Por Ana Carolina Giorgion

A um desconhecido
Que um dia cruzou
Por meu caminho
E deixou para sempre
A marca da Saudades.

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O sangue me sobe a face
Os nervos a flor da pele
A raiva domina meu espirito
O controle me foge das mãos.


O ódio, meu grande companheiro
A morte minha aliada
O seol por vós espera
Eu só vou adiantar a partida.


A vida, um momento de luta
A briga por sobrevivência
Uns vão, outros ficam
Seu destino está em minhas mãos.


Minhas veias pulsando santam
Aviso para a batalha
Os gritos já são ouvidos
E deu sangue, por minhas mãos vertem.


Corpos espalhados pelo chão
A raiva vertida em morte
O ódio vertido em sangue
E seu corpo deixado aos abutres.



Por Ana Carolina Giorgion

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