quarta-feira, 24 de junho de 2009

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O tempo passa
Os dias já não pssuem
O mesmo tempo
Minha vida está desordenada
Meus sentimentos bagunçados.

O dia se desdobra
As horas correm
Cada vez mais rápidas
quero estar ao seu lado
Mas ainda não posso.

Os minutos voam
Parecem segundos
Não são mais iguais
Sua presença me entorpesse
Queria ficar mais tempo com você.

A noite se prolonga
Queria dormir em paz
Porém sua imagem não sai da memória
Seu cheiro me inebria
E o sono me adormece.

Os primeiros raios surgem
O tempo passa
O dia se desdobra
Os minutos voam
A noite se prolonga
E nessa sincronia a morte se aproxima.

Por Ana Carolina Giorgion

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O silêncio revela o lugar

O vento batendo nas árvores

Folhas caem mortas no chão

Ninguém se importa

Todos estão pálidos.

Sentada no parapeito observo

Pessoas que nada podem fazer

Deitadas em confortáveis camas

Tentando sentir o que não mais bate.

Onde está a vida?

Onde estão as cores?

Onde estão os sorrisos?

Só do outro lado do portão.

Por Ana Carolina Giorgion

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As coisas vivem
As coisas vibram
Na palma de minha mão.
A vida tenta
O bem aumenta
Me corpo lhe diz não.
Meus olhos choram
Meus lábios exploram
Um mundo de solidão.
Minha garganta grita
Meu peito palpita
Não tenho mais coração.
Minha face cai
Minha vida de esvai
No meio da multidão.

Por Ana Carolina Giorgion

sexta-feira, 19 de junho de 2009

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Um dia quente. Os raios do Sol invadem minha janela. Meu corpo, cansado, repousa meio ao fulgor desta luz. A brisa ligeira e mecânica do ventilador refresca meus pensamentos, trazendo o calor desta manhã. Não um calor qualquer, mas aquele causado por um encontro e deste um simples sorriso. Meu coração palpitante expulsa a inspiração que a muito estava adormecida. Minha mente divaga sobre sentimentos existentes. A crença do subjetivo falseia.

Caminho pelas alamedas e vejo vultos, olho rostos, sorrisos. Nenhum se assemelha ao desejado. O silêncio, inevitável, faz-me ouvir as gargalhadas de meu subconsciente causando um arrepio. Tenho devaneios, imagino o improvável e durmo.

Os dias passam. O tempo não apaga da memória o calor de seu sorriso. Tento esquecer aquele dia, mas minha mente vadia e traiçoeira revive, em sonhos e delírios, cada segundo. Tento apagar-te com o esquecimento, mas fora marcado com fogo por momentos solenes. Trouxe-me de volta a inspiração, a vida. Palavras nunca usadas são abusadas. Busco o calor de um novo dia, vibro com a ânsia de um novo encontro e me perco na amargura da noite.

As portas se abrem. As alamedas ficam cheias de pessoas. Fito cada ser, tento encontrar-te, mas é em vão. Vejo sorrisos, olhos que brilham, mãos que se juntam, mas nada me apetece. A linha que um dia nos uniu, hoje nos distancia. O temido aconteceu. O tão esperado reencontro tornou-se desencontro. Meu peito aperta. Sinto um filete escorrer por minha face.

Arrasto meu corpo para o sepulcro. Minha mão está pesada, mas une forças para a escrita. As palavras tentam juntar os estilhaços de meu coração. Adormeço meio a livros, canetas e cadernos.

O subconsciente falseia vejo-me andando por ruas escuras, nadando por mares revoltos, dormindo em camas maculadas e esperando-te para ter-te bem perto. Rindo dos dramas da vida, sonhando com beijos profundos, ocultando feridas antigas e nascendo para um novo mundo.


POR ANA CAROLINA

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Meia noite


Meia noite
Um céu sem lua
Uma noite sem estrelas
Ela caminha pela rua
Sem destino
Apenas um vestido negro no corpo
E uma rosa na mão.

Por seu invejado rosto Pálido, como sem vida
Lágrimas de sangue
Escorrem por seus olhos verdes
Lágrimas de abandono.

Meia noite
Um céu sem lua
Uma noite sem estrelas
Apenas um corpo sem amor
E lágrimas de sangue
Em seu peito
Não mais um coração
Mas feridas e marcas
Sofrimentos de uma vida.

Meia noite
Um céu sem lua
Uma noite sem estrelas
Apenas lágrimas de sangue
E marcas de sofrimento
Uma mente entorpecida
Lembranças de histórias vividas
Histórias de abandono.

Meia noite
Um céu sem lua
Uma noite sem estrelas
Apenas um corpo sem vida
Um corpo sem sangue
Olhos verdes fechados
Um coração parado
E uma mente inerte
Cobertos com um vestido negro
E uma rosa no chão.
POR ANA CAROLINA

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LEMBRANÇAS


Os dias passam
Não apaga da memória
O calor de seu sorriso
Tento esquecer aquele dia
Mas minha mente é traiçoeira
Revive em sonhos casa segundo
Cria situações inusitadas
Traz-me seus lábios sobre os meus
Tento apagar-te com o esquecimento
Mas fora fincado em rochas
Por momentos solenes
Trouxes-te-me de volta a inspiração
Palavras nunca usadas são abusadas
Sinto o fulgor da manhã
Espero com anseio um novo dia
Vibro com cada instante
E os dias parecem meses
A incerteza do reenconto me apavora
Gostaria de dominar-te
Mas nem mesmo a mim domino
A única certeza que resta
É a incerteza de minhas palavras.
POR ANA CAROLINA

PROCURA-SE

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Tudo parece conspirar contra mim. Estou cansada desta solidão. Quero alguém que se orgulhe de mim, alguém que seja feliz por me ter ao seu lado. Preciso de alguém que recuse sair com os amigos, para chegar mais cedo em casa para fazer o jantar e me esperar ansioso.

Procuro uma pessoa que, sem motivos, me surpreenda com uma simples rosa. Só pelo prazer de me ver sorrindo. Quero aquele que espere na porta do meu serviço para me levar para caminhar e olhar a beleza da lua.

Simplesmente procuro um homem de verdade. Não daqueles que se encontra em qualquer parada de ônibus. Quero aquele que entenda meus momentos difíceis durante certos períodos.

Procuro um para afogar minhas lágrimas em seu peito e esconder-me em seus braços. Preciso de um que me domine nos momentos certo e que se deixe dominar quando necessário.

Exijo um homem de verdade. Um homem que saiba sorrir quando estiver feliz e que chore quando sentir dor. Que grite, pule, sofra e que acima de tudo me ame como sou.

Quero um homem que retribua todo amor que eu guardo a muito em meu peito.

Procuro não um príncipe encantado, pois sei que ele não existe. Mas sim aquele que me amará como mulher e me fará feliz.


POR ANA CAROLINA

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