terça-feira, 28 de julho de 2009

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Em uma clara noite
Vem ela.
Ela estava toda de branco.
Sorria ao luar e às estrelas.
Sem se aperceber do mal presente
Vinha com os cabelos
Livres ao vento
E seu coração aberto a ele.

Ele estava ali sentado.
Ele estava todo de preto.
Em seus olhos refletiam a lua
Lua testemunha de sua frieza
Estava ali parado
Com cabeça baixa
E coração fechado a ela.

Vinha ela para encontrar com ele.
Um coração aberto
Um coração fechado.
Dois destinos distintos
Que se cruzaram.
A lua não mais brilhava.
Ela ali sentada
Sem sorrir
Derramava suas lágrimas.
Ele caminhava,
Com o vento em seu cabelos
E um sorriso em seus lábios.
Por Ana Carolina Giorgion

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Anoiteceu,
Deite-se em seu leito.
O sono já vira.
Olhe,
Ele está chegando.
Ele lhe envolve aos poucos.
Seu corpo amolece,
Sua mente vagueia.
Ele está acompanhado.
Seu companheiro se chama sonho.
Este lhe domina.
Você se imagina em uma límpida noite
Caminhando pela rua.
Você está sozinho.
Mas não tem medo
Não teme a escuridão
Mas sua tranqüilidade...
... acaba.
Você não está mais nessa rua
Está tudo escuro
Você não consegue se mexer
Você tenta gritar
Mas a voz não sai.
Agora você está caindo,
Caindo,
E então...
Você acorda.
Por Ana Carolina Giorgion

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Dia de Sol
Deveria estar alegre
Mas não estou.
A felicidade bateu em minha porta
Mas a rejeitei.

Dia de Sol
Meu dia não está bom,
Procuro me mostrar feliz
Mas a angustia me encontra
Você não está aqui,
Cadê você?

Dia de Sol
Ele se pôs
Deito em minha cama
E o sono vem
Penso em você
E sua imagem é nítida
Traz consigo a felicidade
E meu dia termina.

Por Ana Carolina Giorgion

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No coração
Só me resta um pesar
Uma dor
Tão profunda e forte
Você me faz grande falta
Você se foi
E não deu tempo de dizer adeus
Essa dor me acompanhara
Para sempre
E para sempre
Terei na lembrança
Seu sorriso
Seu abraço
E seu amor
Sinto muito sua falta
Espero que saiba
Que te amo
E sempre lembrarei de ti.

Por Ana Carolina Giorgion
Para meu avô
Que não tive tanto tempo para conhecer
Mas que amo intensamente.

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Auto-retrato

Ainda lembro
em um passado
Não tão distante
um rosto de criança
Amável, calmo
com sonhos de contos de fadas
Com uma visão afastada do mundo
tão ingênua e despreparada.
Agora vejo nessa alma
tão profunda e misteriosa
Recordações recentes de uma adolescente
realista e alegre
Olhar profundo e reluzente
momentos marcantes,
Loucuras inesquecíveis,
pensamentos distantes.
Imagino meu futuro
claramente,
Nítido como águas cristalinas
em um rosto que a idade não mente
Amores passados
e uma vida conquistada.
Por Ana Carolina Giorgion

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Um sorriso cativante
Preenche o cenário
Olhos cor de topázio, me fitam
O bem e o mal se confrontam
A inexplicável atração
O ar me falta aos pulmões
Tento respirar
Lembrando-me de minha natureza fraca
Meu coração reluta dentro de meu peito
Fecho os olhos para tentar acordar deste sonho
Mas não acordo
Busco motivos para a separação
Mas não os encontro
Minha vida inexiste sem você
Aproximo-me mais
Com a consciência de um provável arrependimento
Mas toda minha vida é pouca
Para contemplar sua beleza
As palavras perdem o significado
Assim como minha existência
A perfeição de seus atos
Prendem-me pela eternidade.
Por Ana Carolina Giorgion

sexta-feira, 24 de julho de 2009

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Pulsar
Amar
Jogar
Pulsar
Vibrar
Gemer
Pulsar
Sorrir
Gritar
Pulsar
Chorar
Sonhar
Pulsar
Viver
Matar
Pulsar
Suicidar

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Uma menina mulher
Um corpo evoluido
Seus fartos seios visíveis
As curvas são expostas devido a roupa
O lápis delineia seus belhos olhos
Um batom vermelho
A perda da infância
Com o amadurecimento precoce
Aquele que dizia que à amava
Abusou de sua confiança
Uma lágrima rola
O retoque é feito
O dia para muitos terminou
Mas para a menina mulher
Apenas começou.
Por Ana Carolina Giorgion

terça-feira, 21 de julho de 2009

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Um grito surge meio a platéia
O susto se espalha
A vida é narrada pelo desconhecido
O cenário cheira a morte.

Um casal de tempos antigos
Por todos muito conhecidos
Duas famílias divididas
Por ódios que os céus não explicam.

Amores que profanam as tradições
Um beijo excede fronteiras
Um casamento na calada da noite
Dois corpos unidos em um.

A guerra das ruas
A briga e a morte
O amor e o ódio caminhando de mãos dadas
Corpos caem por solo.

Um corpo que se divide em dois
Dois caminhos para salvarem-se
O casamento se aproxima
A palidez ri-se da sorte.

Estratégias são montadas
Mensagens não entregues
Uma poção e uma droga
Dois corpos, um corpo
A vida se esvai.

Desejos lançados aos céus
O desconhecido narra o real
Mãos se encontram
E as cortinas não caem.
Por Ana Carolina Giorgion
Esta poesia dedico
A todos os atores
Da peça SACRIFICIO.

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Andei por ruas escuras
Nadei por mares incertos
Dormi em camas impuras
Esperei para ter-te bem perto
Ri dos dramas da vida
Sonhei com beijos profundos
Ocultei feridas antigas
Nasci para um novo mundo
Por Ana Carolina Giorgion
A alguem que conheci
Em algumas horas
E ficará para sempre
Em meu coração

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Minha vida resume-se a
Páginas em branco
De um livro empoeirado
Abandonado na estante.

Por Ana Carolina Giorgion

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Um momento solene
O que eram dois
Agora é apenas um
Um monstro de quatro pernas
Todas entrelaçadas
Sussurros e gemidos
Um momento animal
De uma paixão carnal.
Por Ana Carolina Giorgion

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Os ponteiros do relógio são incertos
O tempo não pode ser preciso
Sinto muito sua falta
Apesar do pouco tempo
Gostaria de novamente encontrar-te
Sentir o calor de seu sorriso
A força de sua presença
Olho os casais que rodam
Sorrisos e olhares de cruzam
E os meus perdem-se no vento.

Por Ana Carolina Giorgion

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O tempo. O passear mecânico de ponteiros sincrônicos. Uma invenção que domina a vida. Cada minuto percorrido é um instante perdido. Podemos passá-los de várias formas.
Eu, por exemplo, passo frente a estas rosas tão belas. Aqui nesta poltrona, olho pessoas que transitam e imagino como cada uma encara o fim tão certo de suas desperdiçadas vidas.
Um segurança parado a minha frente mantém sempre a mesma feição. Impõe o respeito por sua cara de gorila dominante. Será que ele tem família? Quando chega em casa e seus filhos correm para abraça-lo, ele os trata friamente, pois o trabalho, que lhe ocupa o dia todo, já corre por suas veias?
Um grupo escolar com sua professora, fazem um trabalho de campo. Seus rostos de curiosidade são facilmente afastados pela tentativa de tomar maior destaque na hora da foto. Se hoje tentam aparecer mais, que tipo de adultos serão? Do tipo que pisoteia seus companheiros para ter maior destaque no momento de uma promoção empresarial.
Um senhor, com uma calça social cinza, uma camisa rosa e uma boina italiana caminha com passos lentos admirando o caminho que passa. Esse é diferente. Tem um olhar distante. Talvez se lembrando de seus tempos de juventude. Tempo que aproveitou sabiamente. Arrependendo-se apenas de uma coisa, porém a mais dolorosa de uma vida. Arrependendo-se de nunca ter dito o quanto amava sua esposa e companheira antes que ela partisse.
Por Ana Carolina Giorgion

terça-feira, 14 de julho de 2009

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Lembro de seu sorriso, calmo
Esperando uma resposta
Ainda lembro de sua mão carinho, reposando sobre a minha
Ninguem me tira da lembrança, seu beijo
Delirante como entorpecentes
Recordo de tudo, cada movimento, cada gesto
O que não me lembro, por que te deixei escapar.



Por Ana Carolina Giorgion

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Um longo caminho é percorrido na escuridão da noite
Sem luz, sem guia
Uma companheira me abandona
Sem pensar sigo em frente
Não olho o que deixei
A vida continua


Abaixo a cabeça
Uma lágrima escorre
Momentos de ternura e tristeza
Tento me recompor
De longe tenho uma visão
Caminha em minha direção
Por seus longos cabelos castanhos
Escorre uma suavidade
A profunda transparencia de seu olhar
Consegue chegar fundo
Onde homem algum chegou
Fecho meus olhos por um momento
A reflexão do surreal


Não era sonho
Ele se aproximava
Em seu rosto pálido
Sentia a leveza das nuvens
Como se nelas adormecesse
Sem nunca mais mais acordar
Em seus rubros lábios viajei
Uma viagem a um lugar nunca explorado
Entre astros e planetas
Sentimentos foram avivados


A visão caminhava
E mais perto chegava
Seu corpo transmitia a segurança
De todos os deuses
Mas por esse, meu corpo passou
Me virei para trás
E ele continuou caminhando
Um sentimento de inutilidade me dominou
A vida voltou ao que era.


Um longo caminho é percorrido
Na escuridão da noite
Sem Lua, sem guia
Um sentimento de inutilidade me dominou
Sem parar sigo em frente
Não olho o que passou
A vida continua
Caminhando até a morte.


Por Ana Carolina Giorgion

A um desconhecido
Que um dia cruzou
Por meu caminho
E deixou para sempre
A marca da Saudades.

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O sangue me sobe a face
Os nervos a flor da pele
A raiva domina meu espirito
O controle me foge das mãos.


O ódio, meu grande companheiro
A morte minha aliada
O seol por vós espera
Eu só vou adiantar a partida.


A vida, um momento de luta
A briga por sobrevivência
Uns vão, outros ficam
Seu destino está em minhas mãos.


Minhas veias pulsando santam
Aviso para a batalha
Os gritos já são ouvidos
E deu sangue, por minhas mãos vertem.


Corpos espalhados pelo chão
A raiva vertida em morte
O ódio vertido em sangue
E seu corpo deixado aos abutres.



Por Ana Carolina Giorgion

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