quarta-feira, 16 de setembro de 2009

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Forças dominadas pelo ódio
Olhos que ardem em rancor
A vida foi injusta
E a justiça será plena.

Unhas que se cravam em um peito
Um lugar onde não há coração
Apenas um pedaço de carne
Pútrida e fétida.

O sangue ferve em minhas veias
Perto de explodir
Um grito se perde no vago
Grito de dor.

Meu estômago fraco
Vomita minhas víceras
O nojo me domina
E o passado é expelido.

Algo que já não tinha vida
Perde-se em minhas mãos.
Um pescoço estrangulado
E um corpo esquartejado.

Um corpo sem vida
A justiça plena
Uma única lágrima de pena
É derramada, e nada mais.

Por Ana Carolina Giorgion

domingo, 13 de setembro de 2009

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Pela primeira vez vi a escuridão
Não entendia o que estava acontecendo
Meu corpo estava parado
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Senti um calafrio passar por minha espinha
Um vento gelado me abraçou
Ouvi vozes baixas
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Senti medo, senti anseio
Comecei a rir
Eu estava embriagada
Gargalhadas ressoavam no meio do nada.
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Lembrei-me da luz
A escuridão não parecia tão ruim
Mas foi puro engano
Passos em minhas costas
Eu estava imóvel.
Não conseguia me mexer.
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Senti um calor em meu pescoço
Sussurros meus ouvidos ouviram
Frias mãos me acomodaram
Senti um leve incomodo
Mas foi rápido
Vi um rosto nas sombras.
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.


Por Ana Carolina Giorgion

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Uma vida foi descoberta
Um coração amaldiçoado reavivado
Você foi minha ilusão
Nunca pensei que poderia amar assim
A vida nunca permitiu.

Uma única ilusão
De um passado negro
Um conto de fadas
Sem um final feliz

Um sentimento crescia dentro de mim
Meu coração batia lentamente
Meu amor já não era fascinação
Um amor imortal
Em um corpo dilacerado

O sangue já não mais circulava por minhas veias
Alguma transformação dentro de mim acontecia
Um sentimento de vida nascia
Minhas veias palpitavam.

Uma única ilusão
De um passado negro
Um conto de fadas
Sem um final feliz

O que eu queria não mais importava
Vivia só para agradar ao meu senhor
Meu sangue lhe pertencia
Assim como meu coração.

Uma súbita modificação
Sentia dor sem saber o motivo
Meu corpo não mais agüentava
Ele se abria para o mundo
Eu me fechava para a vida

Uma única ilusão
De um passado negro
Um conto de fadas
Sem um final feliz
Por Ana Carolina Giorgion

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Na cor da primavera
Consegui ver um mundo novo
Mundo que me aguardava
Uma nova vida a ser aproveitada
Momentos que nunca esqueceria
Tudo era belo.

Na cor da primavera
Uma vida nasceu.

Na brisa do verão
Meu coração abrigou novos sentimentos
Tão puros como mares longínquos
Amores nunca encontrados
Descobertos em um dia.

Na brisa do verão
Um sentimento nasceu.

Num entardecer de outono
Um sentimento diferente
Uma dor que apertava
Um coração perfurado
Sangue escorria por entre minhas mãos
O motivo... eu não sei.

Num entardecer de outono
Uma dor nasceu.

No frio do inverno
Meu coração desfaleceu
Não tinha mais amores.
Não sentia mais a dor.
Nada mais me comovia
Minha vida já não era minha.

No frio do inverno.
Uma vida morreu.
Por Ana Carolina Giorgion

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Ao erguer os olhos para o céu
Nuvens de tormenta se formam
Um anúncio de tempestade
Momentos de desespero dominam meu corpo
Quero gritar, mas a voz morre na garganta.

No negrume do dia
Relâmpagos são a única luz
Em meu coração revolve uma mágoa
Minhas mãos, trêmulas
Não apóiam meu corpo
A solidão doma minha mente
E um amor é afastado.

Na tormenta das águas
Sonhos são exilados em mundos de demônios
O sangue escorre pela parede de meu quarto
Lembranças suicidas dominam meu peito.

A calma domina o mundo
O raiar de um novo dia
Anuncia o fim da tempestade
Meu corpo está leve
Minha mão afaga meu peito sangrento
Memórias passam em segundos
O amanhecer de um dia
No fim de minha vida.
Por Ana Carolina Giorgion

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A escuridão é dominante
Medos e temores se revelam
Vejo pessoas sem vida
Com lágrimas em suas pálidas faces
Você é uma delas
Não consigo lhe ajudar
Seu coração perfurado
Jorra Sangue.

Sentimentos entrelaçados
Sem saberem se distinguir
Uma única vela ilumina o caminho.

Nunca vi nada parecido
Não sinto nada em meu corpo
Meu coração sangra de dor
Por ver sua morte lenta
Não consigo suportar
Meu coração jaz destroçado
Implora por ajuda.

Duas vidas entrelaçadas
Sem conseguirem se dividir.
Um única lâmina destrói o caminho.

Meu maior medo
Agora é realizado
A diferença é o maior inimigo
Você está tão longe
Não consigo sentir.

A vida e a morte entrelaçadas
Sem saberem se distinguir.
Um único golpe e tudo acaba.
Por Ana Carolina Giorgion

sábado, 12 de setembro de 2009

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A depressão me dominou
Não havia saída
A luz não mais axiatia
Meus pulsos, já resgados, palpitavam
Meu corpo frio perdia o sangue.
Um vida em segundos
Um futuro em uma eternidade.
A vida não tinha mais sentido
O amor era uma ilusão
E a morte um sonho
Um mundo onde,
Desejos e tormentas se confundiam
Já estaria morta?
Provavelmente.
Son foram ouvidos
Um momento de ternura
Único de uma vida
Um luz se ascende.
Um longo túnel
Caminho nunca percorrido.
Um vida em segundos
Um futuro em uma eternidade.
Momento de renovação
Uma visão do desconhecido
Tormentas apagadas
Desejos realizados
Minha vida nascendo
De um passado apagado.
Um vida em segundos
Um futuro em uma eternidade.
Por Ana Carolina Giorgion

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Dor consumidora
Raiva que me afeta
Você não se importa?
Nunca se importou
Fui cega durante anos
Não percebi o que estava acontecendo.
Acabou. Tudo acabou!
Sua máscara caiu.
Seu espetáculo terminou.
Tentaram me avisar.
Mas eu não quis dar atenção.
Confiei em você
Amei você.
Mas tudo foi em vão.
Você não deu valor
Ao meu sentimento.
Espero que você um dia se arrependa
Do mal que me causou
E com sofrimento pague
Toda dor e sofrimento
A quem tanto te amou.
Acabou. Tudo acabou!
Sua máscara caiu.
Seu espetáculo terminou.
Por Ana Carolina Giorgion

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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Primeiramente é um grande prazer tê-los aqui. Fico francamente agradecida com as visitas de todos.
Além de escritora, como alguns já sabem, também sou Design Gráfico. Então deixo aqui algumas de minhas artes.
Um grande Abraços.

Capa do livro Além do Azul do Céu

Capa do Livro Toques de Emoção

Capa da Antologia Folhas de Espantos

Capa da Antologia O Grimoire dos Vampiros

Montagem











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