terça-feira, 30 de julho de 2013

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Uma boca impura
Agora se cala
Um olhar cruel
Agora se apaga
Umas mãos morosas
Agora se detém
Uma voz desprezível
Agora se silente
Uma vida frívola
Agora jaze em meus braços.

By Ana Aratfenien - 30/07/2013

Ocultar-te

quinta-feira, 11 de julho de 2013

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Queria poder esconder-te
Para que o tempo não passasse
Queria poder esconder-te
Para que a distancia não nos afastasse
Queria poder esconder-te
Para que as palavras não te ferissem
Queria poder esconder-te
Para que as ações não te punissem
Queria poder esconder-te
Para que a vida não mudasse
Queria poder esconder-te
Para que meu egoísmo não te machucasse
Queria poder esconder-te
Para poder ter-te sem que nada dificultasse

Por Ana Aratfenien - Para você. - 11/06/2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

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Passei muito tempo de minha vida tentando fazer parte de um grupo, de uma tribo, de um conjunto, pois é isso que nos cobram em nossa vida. Pulava sempre de galho em galho, tentando em encontrar, tentando me achar, mas sempre me decepcionava, pois nenhuma destas tribos era quem eu realmente era.
Passei muito tempo da minha vida tentando adequar meu corpo aos padrões de beleza que o mundo me cobrou, foram sempre dietas loucas, restrições absurdas e como não conseguia tinha que conviver com as críticas sociais de que estava gorda e horrível.
Passei muito tempo de minha vida tentando encontrar quem eu seria no futuro, pois é isso que o mundo espera de cada um. Fiz cursos que não conclui, me dediquei a profissões que não “escolhi” e passei muito tempo ouvindo que estava perdida e que não conseguia concluir nada.
Passei muito tempo da minha vida me preocupando com o que os outros queriam de mim, muito tempo me preocupando em ser aceita, muito tempo me dedicando a pessoas que não se importavam, muito tempo fazendo de tudo pelos outros.
Passei muito tempo da minha vida ouvindo o mundo, as pessoas, a vida e calando quem eu realmente era.
CHEGA!
Querem saber de uma coisa.... não faço parte de uma tribo, não gosto de uma única coisa, não faço parte de um padrão, não sou uma única pessoa.
Hoje cheguei a conclusão de uma coisa estranha e que ao mesmo tempo me agradou muito! Sou plural! Gosto dos opostos, gosto de coisas diferentes, SOU diferente. Sou uma quase professora, quase design gráfico, quase secretaria, quase escritora que está decidida a virar uma Chef de Cozinha! Sou várias em uma única. Por isso me chama Ana Carolina, não só Ana, nem só Carolina, sou composta de vários seres, de várias opiniões, de várias dúvidas, de várias certezas!
E agora passarei muito tempo da minha vida me dedicando ao que EU realmente quero! E você ai que não está satisfeito com quem eu sou... sinta-se a vontade de sumir! Não fará nenhuma diferença!!!!
EU SOU MAIS EU!!!! E pela primeira vez em toda a minha vida tenho plena certeza de que o meu EU existe!

Por Ana Carolina Giorgion - 27/03/2013

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

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Tento não pensar
Mas a mente é traiçoeira
Tento não lembrar
Mas a memória é traidora
Tento não seguir
Mas os meus passos são involuntários
Tento não sentir
Mas o coração é pérfido
Tento não desejar
Mas a vontade é mais forte

Por Aratfenien - 07/12/12 - For You

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

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Fecho os olhos e recordações me invadem
Lembro de sua voz macia e envolvente
Atendo ao silêncio tentando te encontrar
Meu corpo é cercado pelo sibilo

Fecho os olhos e as lembranças me invadem
Lembro de seu sorriso doce e espontâneo
Ouço cada nota de sua risada
Meu corpo é envolvido pela saudade

Fecho os olhos e memórias me invadem
Lembro de seu toque trêmulo e carinhoso
Sinto cada arrepio provocado
Meu corpo é abraçado pelo êxtase

Fecho os olhos e recordações me invadem
Lembro de seus beijos afetuosos e ternos
Experimento cada traço do passado
Meu corpo é emaranhado pelo deleite

Fecho os olhos e pensamentos me invadem
Lembro do passado em minha vida
Provo cada decisão tomada
Minha mente vaga nas possibilidades

Por Ana Araftenien - 01/10/2012 - Para você

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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Em 3 segundos

Estou em outro local
Não na mesma sala
Não na mesma casa
Mas tudo parece igual

O aconchego de uma lembrança me embarga
Não uma lembrança qualquer
Não uma lembrança romântica
Mas uma lembrança prazenteira

Seu cabelo emoldura sua face
Não a mesma face de hoje
Não a mesma cor de agora
Mas aqueles que outrora eram castanhos

O céu está nublado
Não um céu com Sol
Não um céu de chuva
Um céu claro de inverno

Recordações a muito esquecidas
Não apagadas da memória
Não apagadas para sempre
Apenas guardadas para a alegria do momento.

Por Ana Aratfenien - 01/08/2012
Para meu querido Leandro
Uma visão distante de sua recordação

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

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Fecho os olhos e vejo seu rosto
Imagens de um passado distante
Lembranças de um presente quimérico
Sonhos de um futuro ilusório

Seus olhos rondam minha mente
Sondam meus pensamentos
E matam minhas fantasias

Suas mãos apertam meu pescoço
Transmontam minha força
Sufocam minhas palavras

Seus dedos gelam meus sonhos
Matam minhas esperanças
Ferem meu coração

Fecho meus olhos e vejo seu sorriso
Desdem e ironia em seus lábios
Minha vida já fria esconde os destroços
Lágrimas escorrem por meus olhos mortos.

Por Ana Aratfenien - em 01/08/2012

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Meu coração sangra
Sinto que se esvai com o vento
O sangue deixa minhas veias
Sinto minha vida escapar

Meu peito grita
Quero que grite alto
Mas o silêncio cala a voz
Sinto meu mundo acabar

Minhas mãos tremulam
Tento segurar o vácuo
Tudo foi em vão
Sinto meu corpo  estremecer

Minha dor aumenta
A lâmina brilha em meus olhos
Rasga minha pele e minha carne
Sinto que vai acabar

Por Ana Aratfenien - 01/08/2012

sábado, 1 de janeiro de 2011

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As trevas dominam o amanhecer
O calor do sol é silenciado pelo pavor
Um dia sem cor
Os raios do dia destruidos pelo rancor
As ruas exalam o medo de seus transeuntes
Praças e parques escondem olhos astutos e cruéis
Finas gotas de espalham-se por um solo profanado pela morte
Corpos são corroidos pelo ódio de seus antepassados
A chuva mistura-se ao sangue
Espalhando um odor de ferro
A vida escorre pelo mundo.
Por Ana Aratfenien 06/12/2010

Ausência

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

1 comentários

Olá meus queridos amigos.
Já faz um bom tempo que não apareço por aqui com criações literárias. Peço desculpas a todos os meus seguidores e amigos, mas problemas me impediram.
Agradeço de coração a todos os comentários, elogios, apoio, enfim... Muito obrigada.
Farei o possível para postar novas criações em breve.

Um grande beijo a todos.
Ana Aratfenien.

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