sexta-feira, 7 de agosto de 2009

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Prepare-se a viagem vai começar
Partimos em segundos
Mundos desconhecidos serão descobertos
Cidades lunáticas
De sistemas terrestres
Um mundo de vidas amaldiçoadas
Pela morte
Não tema
A morte é a libertação
Dos viventes
Corpos que caminham sem vida
Cuidado a morte pode lhe alcançar
Não brinque com isso
Ela não tem piedade dos vivos
Ela os deseja.
A embarcação voa
Entre nuvens de sonhos
Acordados por gritos
Um lugar de gritos silenciosos
Um desespero que todos sentem
Mas calam-se na multidão
Não tema
A morte é a libertação
Dos viventes
Gargantas cortadas pelo passado
Um lugar de meditação
Perante gargalhadas
E lágrimas de gelo
Que queimam como fogo
O fim está próximo
Você vê?
Todos navegam para lá
O fim da terra da morte
Está acabando
Mas ela nos espera
Com um sorriso mórbido
E uma gargalhada silenciosa.
Por Ana Carolina Giorgion

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O fino fio da consciência é rompido
O real e o imaginário se mesclam
Em um poço sem fundo
O bem e o mal perdem o sentido
Não existe mais realidade
Os atos são impensados
As personalidades trocam de lado
A multiplicidade se converte na unidade
A sensatez é perdida
E a vida se esvai pelo ralo do mundo.

Por Ana Carolina Giorgion

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A vida não é a mesma que antes
Busco significado em cada passo
Em cada ato
Mas nada faz sentido

Olho no espelho
Um rosto estranho me é apresentado
Tento encontrar semelhanças
Mas elas não aparecem

Levo a mão ao rosto
Delineio os arroxeados presentes
Gostaria de descobrir quem sou
Perguntas pululam em minha mente
E nenhuma resposta é apresentada

Lembranças que não são minhas
Apresentam-se como em um filme
Em minhas mãos a marca de um crime
E em seu pescoço a marca de meus dedos.
Por Ana Carolina Giorgion

terça-feira, 28 de julho de 2009

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Em uma clara noite
Vem ela.
Ela estava toda de branco.
Sorria ao luar e às estrelas.
Sem se aperceber do mal presente
Vinha com os cabelos
Livres ao vento
E seu coração aberto a ele.

Ele estava ali sentado.
Ele estava todo de preto.
Em seus olhos refletiam a lua
Lua testemunha de sua frieza
Estava ali parado
Com cabeça baixa
E coração fechado a ela.

Vinha ela para encontrar com ele.
Um coração aberto
Um coração fechado.
Dois destinos distintos
Que se cruzaram.
A lua não mais brilhava.
Ela ali sentada
Sem sorrir
Derramava suas lágrimas.
Ele caminhava,
Com o vento em seu cabelos
E um sorriso em seus lábios.
Por Ana Carolina Giorgion

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Anoiteceu,
Deite-se em seu leito.
O sono já vira.
Olhe,
Ele está chegando.
Ele lhe envolve aos poucos.
Seu corpo amolece,
Sua mente vagueia.
Ele está acompanhado.
Seu companheiro se chama sonho.
Este lhe domina.
Você se imagina em uma límpida noite
Caminhando pela rua.
Você está sozinho.
Mas não tem medo
Não teme a escuridão
Mas sua tranqüilidade...
... acaba.
Você não está mais nessa rua
Está tudo escuro
Você não consegue se mexer
Você tenta gritar
Mas a voz não sai.
Agora você está caindo,
Caindo,
E então...
Você acorda.
Por Ana Carolina Giorgion

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Dia de Sol
Deveria estar alegre
Mas não estou.
A felicidade bateu em minha porta
Mas a rejeitei.

Dia de Sol
Meu dia não está bom,
Procuro me mostrar feliz
Mas a angustia me encontra
Você não está aqui,
Cadê você?

Dia de Sol
Ele se pôs
Deito em minha cama
E o sono vem
Penso em você
E sua imagem é nítida
Traz consigo a felicidade
E meu dia termina.

Por Ana Carolina Giorgion

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No coração
Só me resta um pesar
Uma dor
Tão profunda e forte
Você me faz grande falta
Você se foi
E não deu tempo de dizer adeus
Essa dor me acompanhara
Para sempre
E para sempre
Terei na lembrança
Seu sorriso
Seu abraço
E seu amor
Sinto muito sua falta
Espero que saiba
Que te amo
E sempre lembrarei de ti.

Por Ana Carolina Giorgion
Para meu avô
Que não tive tanto tempo para conhecer
Mas que amo intensamente.

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Auto-retrato

Ainda lembro
em um passado
Não tão distante
um rosto de criança
Amável, calmo
com sonhos de contos de fadas
Com uma visão afastada do mundo
tão ingênua e despreparada.
Agora vejo nessa alma
tão profunda e misteriosa
Recordações recentes de uma adolescente
realista e alegre
Olhar profundo e reluzente
momentos marcantes,
Loucuras inesquecíveis,
pensamentos distantes.
Imagino meu futuro
claramente,
Nítido como águas cristalinas
em um rosto que a idade não mente
Amores passados
e uma vida conquistada.
Por Ana Carolina Giorgion

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Um sorriso cativante
Preenche o cenário
Olhos cor de topázio, me fitam
O bem e o mal se confrontam
A inexplicável atração
O ar me falta aos pulmões
Tento respirar
Lembrando-me de minha natureza fraca
Meu coração reluta dentro de meu peito
Fecho os olhos para tentar acordar deste sonho
Mas não acordo
Busco motivos para a separação
Mas não os encontro
Minha vida inexiste sem você
Aproximo-me mais
Com a consciência de um provável arrependimento
Mas toda minha vida é pouca
Para contemplar sua beleza
As palavras perdem o significado
Assim como minha existência
A perfeição de seus atos
Prendem-me pela eternidade.
Por Ana Carolina Giorgion

sexta-feira, 24 de julho de 2009

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Pulsar
Amar
Jogar
Pulsar
Vibrar
Gemer
Pulsar
Sorrir
Gritar
Pulsar
Chorar
Sonhar
Pulsar
Viver
Matar
Pulsar
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