quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Forças dominadas pelo ódio
Olhos que ardem em rancor
A vida foi injusta
E a justiça será plena.

Unhas que se cravam em um peito
Um lugar onde não há coração
Apenas um pedaço de carne
Pútrida e fétida.

O sangue ferve em minhas veias
Perto de explodir
Um grito se perde no vago
Grito de dor.

Meu estômago fraco
Vomita minhas víceras
O nojo me domina
E o passado é expelido.

Algo que já não tinha vida
Perde-se em minhas mãos.
Um pescoço estrangulado
E um corpo esquartejado.

Um corpo sem vida
A justiça plena
Uma única lágrima de pena
É derramada, e nada mais.

Por Ana Carolina Giorgion

3 comentários:

Vitor Hugo de Paula Monteiro disse...

"...Algo que já não tinha vida
Perde-se em minhas mãos..."
- Fantástico!
- Parabéns!

Gast disse...

Acaso puedes ver dentro de mi?o es la oscuridad que describes en tus poemas lo que pone nombre a lo que siento?

Vera Celms disse...

Aninha,

Lúgubre e profundo... soturno... delicioso às minhas aguçadas presas... uau!!! adorei... continue... beijos

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