terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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A Antologia Folhas de Espantos foi lançada no dia 29/11/2009. Agora está disponível a todos que desejarem ter uma boa leitura.Fico no aguardo do contato de todos para adquirirem seus exemplares.
Um grande abraço.
Ana Carolina Giorgion

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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(Re)Volta


Sombras desta escuridão implacável
Sombras que me perseguem pela noite
Me permitam um momento de solidão eterna
Me tirem da angustia e amargura.

Sentimento profundo que me acompanha
Sentimento de dor que me aprisiona
Não me permita ouvir choro de anjos novamente
Me de um momento de abandono eterno
Me faça esquecer a angustia e amargura

Pulsos que entoam minha agonia pelo corpo
Veias que carregam o veneno de minha febre
Permitam que meus ventos soprem as velas
Deixem que a luz dessa sobrevida se apague
Levem paras as trevas a angustia e amargura

Pés que procuram caminhos solventes
Mãos que pintam abstratos de loucura e pó
Tirem de mim as imagens de meu torso contorcido
Atrofiado pela imobilidade de minhas vontades
Cubram de cores escuras a angustia e amargura

Corpos que vagam sem perdão pela terra da morte
Bocas seladas pelo pavor dos deuses
Afugentem minha alma de meu corpo
Dilacerem meu peito em segundos
Acabem com o bater de um coração já inerte e sem vida.

Hades, Seol e Infernus
Realize-se a tua vontade em minha vida
Domem meus pensamentos e aprisionem meu corpo
Levem-me para as profundezas deste abismo
Me permitam sentir o sabor de teu fel.

Tinjam-me com o líquido negro que sai de teus olhos
Tragam-me a tão esperada paz em meio a teus tormentos
Digam-me palavras perdidas, eternas e mastigáveis
Me permitam sentir o que sou, dentro do que nunca quis
Me levem de volta ao inferno de onde nunca deveria ter saído.

Por M.D. Amado e Ana Carolina Giorgion

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Saudades sob as Unhas


Ainda trago sob as unhas o teu vermelho

Castigado por tua sombra, vago quase impune

Nos termos daquela nossa vontade carnal

Era teu escravo, teu instrumento de suor

Acabou...


Ainda respiro o teu último suspiro

Num hálito gélido de convite à morte

Escapei de tua crueldade disfarçada

Vestida de paixão e prazer


Ainda tenho fios de cabelo em meu corpo

Impregnados com o teu rosto

Vejo teus olhos na transformação

Do brilho, ao opaco silencioso do corte final

Acabou...


Ainda sinto teu cheiro dos momentos de prazer

Como uma fêmea no cio a implorar por carícias

Olor dos desejos da carne

Os quais te consumiram por inteiro.


Ainda levo em meus lábios o quente de seu corpo

Num contraste grotesco entre o passado e o presente

O calor se esvai dentre minhas mãos

Os toques de desejos substituídos pelo pavor


Acabou.

A transformação para escravidão de um dono maior

Seu corpo jaz pelos pecados do prazer

A vida se esvai entre minhas mãos.

E seu espírito, escravo da morte.


Dueto entre M.D. Amado e Ana Carolina Giorgion

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

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Forças dominadas pelo ódio
Olhos que ardem em rancor
A vida foi injusta
E a justiça será plena.

Unhas que se cravam em um peito
Um lugar onde não há coração
Apenas um pedaço de carne
Pútrida e fétida.

O sangue ferve em minhas veias
Perto de explodir
Um grito se perde no vago
Grito de dor.

Meu estômago fraco
Vomita minhas víceras
O nojo me domina
E o passado é expelido.

Algo que já não tinha vida
Perde-se em minhas mãos.
Um pescoço estrangulado
E um corpo esquartejado.

Um corpo sem vida
A justiça plena
Uma única lágrima de pena
É derramada, e nada mais.

Por Ana Carolina Giorgion

domingo, 13 de setembro de 2009

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Pela primeira vez vi a escuridão
Não entendia o que estava acontecendo
Meu corpo estava parado
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Senti um calafrio passar por minha espinha
Um vento gelado me abraçou
Ouvi vozes baixas
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Senti medo, senti anseio
Comecei a rir
Eu estava embriagada
Gargalhadas ressoavam no meio do nada.
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Lembrei-me da luz
A escuridão não parecia tão ruim
Mas foi puro engano
Passos em minhas costas
Eu estava imóvel.
Não conseguia me mexer.
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.

Senti um calor em meu pescoço
Sussurros meus ouvidos ouviram
Frias mãos me acomodaram
Senti um leve incomodo
Mas foi rápido
Vi um rosto nas sombras.
Meus olhos olhavam em volta
Não havia vida.


Por Ana Carolina Giorgion

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Uma vida foi descoberta
Um coração amaldiçoado reavivado
Você foi minha ilusão
Nunca pensei que poderia amar assim
A vida nunca permitiu.

Uma única ilusão
De um passado negro
Um conto de fadas
Sem um final feliz

Um sentimento crescia dentro de mim
Meu coração batia lentamente
Meu amor já não era fascinação
Um amor imortal
Em um corpo dilacerado

O sangue já não mais circulava por minhas veias
Alguma transformação dentro de mim acontecia
Um sentimento de vida nascia
Minhas veias palpitavam.

Uma única ilusão
De um passado negro
Um conto de fadas
Sem um final feliz

O que eu queria não mais importava
Vivia só para agradar ao meu senhor
Meu sangue lhe pertencia
Assim como meu coração.

Uma súbita modificação
Sentia dor sem saber o motivo
Meu corpo não mais agüentava
Ele se abria para o mundo
Eu me fechava para a vida

Uma única ilusão
De um passado negro
Um conto de fadas
Sem um final feliz
Por Ana Carolina Giorgion

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Na cor da primavera
Consegui ver um mundo novo
Mundo que me aguardava
Uma nova vida a ser aproveitada
Momentos que nunca esqueceria
Tudo era belo.

Na cor da primavera
Uma vida nasceu.

Na brisa do verão
Meu coração abrigou novos sentimentos
Tão puros como mares longínquos
Amores nunca encontrados
Descobertos em um dia.

Na brisa do verão
Um sentimento nasceu.

Num entardecer de outono
Um sentimento diferente
Uma dor que apertava
Um coração perfurado
Sangue escorria por entre minhas mãos
O motivo... eu não sei.

Num entardecer de outono
Uma dor nasceu.

No frio do inverno
Meu coração desfaleceu
Não tinha mais amores.
Não sentia mais a dor.
Nada mais me comovia
Minha vida já não era minha.

No frio do inverno.
Uma vida morreu.
Por Ana Carolina Giorgion

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Ao erguer os olhos para o céu
Nuvens de tormenta se formam
Um anúncio de tempestade
Momentos de desespero dominam meu corpo
Quero gritar, mas a voz morre na garganta.

No negrume do dia
Relâmpagos são a única luz
Em meu coração revolve uma mágoa
Minhas mãos, trêmulas
Não apóiam meu corpo
A solidão doma minha mente
E um amor é afastado.

Na tormenta das águas
Sonhos são exilados em mundos de demônios
O sangue escorre pela parede de meu quarto
Lembranças suicidas dominam meu peito.

A calma domina o mundo
O raiar de um novo dia
Anuncia o fim da tempestade
Meu corpo está leve
Minha mão afaga meu peito sangrento
Memórias passam em segundos
O amanhecer de um dia
No fim de minha vida.
Por Ana Carolina Giorgion

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A escuridão é dominante
Medos e temores se revelam
Vejo pessoas sem vida
Com lágrimas em suas pálidas faces
Você é uma delas
Não consigo lhe ajudar
Seu coração perfurado
Jorra Sangue.

Sentimentos entrelaçados
Sem saberem se distinguir
Uma única vela ilumina o caminho.

Nunca vi nada parecido
Não sinto nada em meu corpo
Meu coração sangra de dor
Por ver sua morte lenta
Não consigo suportar
Meu coração jaz destroçado
Implora por ajuda.

Duas vidas entrelaçadas
Sem conseguirem se dividir.
Um única lâmina destrói o caminho.

Meu maior medo
Agora é realizado
A diferença é o maior inimigo
Você está tão longe
Não consigo sentir.

A vida e a morte entrelaçadas
Sem saberem se distinguir.
Um único golpe e tudo acaba.
Por Ana Carolina Giorgion

sábado, 12 de setembro de 2009

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A depressão me dominou
Não havia saída
A luz não mais axiatia
Meus pulsos, já resgados, palpitavam
Meu corpo frio perdia o sangue.
Um vida em segundos
Um futuro em uma eternidade.
A vida não tinha mais sentido
O amor era uma ilusão
E a morte um sonho
Um mundo onde,
Desejos e tormentas se confundiam
Já estaria morta?
Provavelmente.
Son foram ouvidos
Um momento de ternura
Único de uma vida
Um luz se ascende.
Um longo túnel
Caminho nunca percorrido.
Um vida em segundos
Um futuro em uma eternidade.
Momento de renovação
Uma visão do desconhecido
Tormentas apagadas
Desejos realizados
Minha vida nascendo
De um passado apagado.
Um vida em segundos
Um futuro em uma eternidade.
Por Ana Carolina Giorgion

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