segunda-feira, 1 de outubro de 2012

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Fecho os olhos e recordações me invadem
Lembro de sua voz macia e envolvente
Atendo ao silêncio tentando te encontrar
Meu corpo é cercado pelo sibilo

Fecho os olhos e as lembranças me invadem
Lembro de seu sorriso doce e espontâneo
Ouço cada nota de sua risada
Meu corpo é envolvido pela saudade

Fecho os olhos e memórias me invadem
Lembro de seu toque trêmulo e carinhoso
Sinto cada arrepio provocado
Meu corpo é abraçado pelo êxtase

Fecho os olhos e recordações me invadem
Lembro de seus beijos afetuosos e ternos
Experimento cada traço do passado
Meu corpo é emaranhado pelo deleite

Fecho os olhos e pensamentos me invadem
Lembro do passado em minha vida
Provo cada decisão tomada
Minha mente vaga nas possibilidades

Por Ana Araftenien - 01/10/2012 - Para você

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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Em 3 segundos

Estou em outro local
Não na mesma sala
Não na mesma casa
Mas tudo parece igual

O aconchego de uma lembrança me embarga
Não uma lembrança qualquer
Não uma lembrança romântica
Mas uma lembrança prazenteira

Seu cabelo emoldura sua face
Não a mesma face de hoje
Não a mesma cor de agora
Mas aqueles que outrora eram castanhos

O céu está nublado
Não um céu com Sol
Não um céu de chuva
Um céu claro de inverno

Recordações a muito esquecidas
Não apagadas da memória
Não apagadas para sempre
Apenas guardadas para a alegria do momento.

Por Ana Aratfenien - 01/08/2012
Para meu querido Leandro
Uma visão distante de sua recordação

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

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Fecho os olhos e vejo seu rosto
Imagens de um passado distante
Lembranças de um presente quimérico
Sonhos de um futuro ilusório

Seus olhos rondam minha mente
Sondam meus pensamentos
E matam minhas fantasias

Suas mãos apertam meu pescoço
Transmontam minha força
Sufocam minhas palavras

Seus dedos gelam meus sonhos
Matam minhas esperanças
Ferem meu coração

Fecho meus olhos e vejo seu sorriso
Desdem e ironia em seus lábios
Minha vida já fria esconde os destroços
Lágrimas escorrem por meus olhos mortos.

Por Ana Aratfenien - em 01/08/2012

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Meu coração sangra
Sinto que se esvai com o vento
O sangue deixa minhas veias
Sinto minha vida escapar

Meu peito grita
Quero que grite alto
Mas o silêncio cala a voz
Sinto meu mundo acabar

Minhas mãos tremulam
Tento segurar o vácuo
Tudo foi em vão
Sinto meu corpo  estremecer

Minha dor aumenta
A lâmina brilha em meus olhos
Rasga minha pele e minha carne
Sinto que vai acabar

Por Ana Aratfenien - 01/08/2012

sábado, 1 de janeiro de 2011

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As trevas dominam o amanhecer
O calor do sol é silenciado pelo pavor
Um dia sem cor
Os raios do dia destruidos pelo rancor
As ruas exalam o medo de seus transeuntes
Praças e parques escondem olhos astutos e cruéis
Finas gotas de espalham-se por um solo profanado pela morte
Corpos são corroidos pelo ódio de seus antepassados
A chuva mistura-se ao sangue
Espalhando um odor de ferro
A vida escorre pelo mundo.
Por Ana Aratfenien 06/12/2010

Ausência

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

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Olá meus queridos amigos.
Já faz um bom tempo que não apareço por aqui com criações literárias. Peço desculpas a todos os meus seguidores e amigos, mas problemas me impediram.
Agradeço de coração a todos os comentários, elogios, apoio, enfim... Muito obrigada.
Farei o possível para postar novas criações em breve.

Um grande beijo a todos.
Ana Aratfenien.

terça-feira, 15 de junho de 2010

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Seguir buscando
E não encontrar
O desespero
Cala a ansiedade
a dor da perda
Destrói a saudade.


Por Ana Aratfenien - 02/06/2010

domingo, 16 de maio de 2010

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O travesseiro já estava molhado depois de horas que as lágrimas escorriam, sem que eu conseguisse controlar. O silêncio tornara minha angústia maior. Não deixava que seu nome fosse embora de meus pensamentos. Os sonhos tentavam dominar-me, eu resistia. Queira esquecer, mas não podia. Tudo a minha volta lembrava você. Aquele perfume era presente em meu olfato. Seus olhos me observavam na escuridão.

Tudo estava em breus. Mas, o que está acontecendo? Há uma luz à minha frente. Ela se aproxima. O que é? Nada mais está escuro, a luz domina meu quarto... quarto? Onde está meu quarto? Não tem nada aqui. É uma sala vazia. “Oi”... o silêncio me responde. “Onde estou” grito. Novamente ele é o único que se pronuncia. Mas aos poucos palavras vão aparecendo nas paredes. Não são palavras quais queres, é uma única palavra. Seu nome. Estão em todos os tamanhos, todas as formas e desenhos. Estes pulsam como se quisessem me agredir. Eu me encolho, ajoelho, tento esconder meu tosto e vozes repetem seu nome. Sei que é um sonho. Mas como sair desse mundo?

Penso em gritar até que meu “eu” verdadeiro desperte. Mas a única coisa que consigo gritar é “me ajude’.

Tudo se silencia. Porém ainda estou sonhando. Ainda estou nessa sala branca, ajoelhada no chão. Alguém me oferece ajuda. Vejo seu sorriso, como esquecer ele? Estendo-lhe a mão em resposta, mas você é arrastado de mim, para longe. E em um piscar de olhos me vejo em uma avenida. Muitos transitam por essa. Vejo um casal vindo em minha direção, vou pedir ajuda. Mas... é você, com outra mulher. Dou um passo para trás e esbarro em um outro casal, e é você novamente. Todos que transitam pela rua são você e uma mulher diferente a cada passo. Todos me ignoram, me esnobam, me esbarram. Eu não existo nesse mundo. No seu mundo. Sou apenas uma qualquer.

Mas estou em meus sonhos. Não nos seus. Isso é uma conspiração de minha mente contra mim. Tenho uma pugna interna, mas estou desarmada. Sei que perderei a batalha.

Fecho os olhos, e agora estou dentro de uma gaiola. Tudo está escuro. Tento diminuir o frio com meus braços. Um holoforte me descobre. Todos riem de mim, me chamam de tola. Tento me esconder, mas não consigo sair do lugar. Todos me olham com pena, mas gargalham de alegria. O momentos é arrepiante. Meu coração acelera.

Tudo passa por minha mente em segundos. Sinto meu rosto molhado, e, ao abrir os olhos, vejo que o me que umedece são as lágrimas em meu travesseiro.

Por Ana Aratfenien

sexta-feira, 30 de abril de 2010

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Dudas

Aún no sé que pasa en mi pecho

Las noches, las paso en claro

Dudas planean en el techo

De la soledad

Relleno los huecos enfermos

Con recuerdos de antaño

Imaginándote en otros brazos

Que las lágrimas me colman

Aún quiero comprenderte

Para saber quién soy

Nada más quiero buscar

Intento callar el silencio

O apenas llenarlo de ti.

Por Ana Aratfenien - A30/04/2010

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Tango

En un ritmo frenético

Nuestros cuerpos se encuentran

Mis manos tocando las tuyas

Nuestros rostros pegados

No quieren se dividir

La música cautiva a nuestros pasos

Cada gesto, cada movimiento

Sigue el ritmo de un violín

Nuestras piernas se confunden

En el mismísimo espacio

Dos cuerpos se deshacen

El violín se mezcla a un piano

Una voz se junta al dúo

Al sonido de este tango

Nuestros mundos se ligan.

Por Ana Aratfenien - A30/04/2010

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