sexta-feira, 30 de abril de 2010

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Sígo Buscándote

La noche déjame sola

Quiero tu compañía

Pero estás lejos de mí

Sigo buscándote

En mis pensamientos

La luna clarea mis líneas

El bolígrafo se desliza por la hoja

Imagino mi cuerpo en tus manos

Sigo buscándote

En mi piel

El silencio domina mi habitación

El latir de en mi pecho

Colma mi cama

Sigo buscándote

En mis oídos

Las recordaciones vienen a mis ojos

Miro tu sonrisa maliciosa

Cierro mis parpados

Sigo dejándome

En tus brazos.

Por Ana Aratfenien - A30/04/2010

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Baile en la Lluvia

Cierro mis ojos

La lluvia cae en mi piel

Siento una sensación nueva

Un escalofrío camina por mis espaldas

El gotear en mi rostro

Lleva mis lágrimas al suelo

Los recuerdos en mi mente

Se disipan, se evaporan

Siento un calor extraño

Mi piel se calienta

Oigo una voz conocida

Palabras dominan mi juicio

Mis piernas ya aflojadas

Dejan mi cuerpo en brazos

En un baile sin música

Mis labios son domesticados

El pulsar de mi sangre

Llévame a otros mundos

Y tu misterio eleva mi alma.

Por Ana Aratfenien - A30/04/2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

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“Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim um crânio, o único que existe
Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo que flui jamais é triste.” - Lord Byron
A Editora Literata, e os organizadores Ana Carolina Giorgion e M. D. Amado, convidam você a participar dessa antologia de poesias, voltada aos sentimentos mais obscuros e depressivos do ser humano. A alma crua e bruta, vista pelos olhos negros dos poetas insanos e suas palavras malditas... Talvez, mal ditas..

As inscrições para a Antologia LETRAS AOS CORVOS serão abertas no dia 15 de fevereiro de 2009 e encerradas no dia 15 de maio de 2010

Mais informações, entre em contato pelo email: literataantologias@yahoo.com.br - http://letrasaoscorvos.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

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Triste é o fim
sem ao menos
ter tido começo.
Triste é a despedida
sem ao menos
ter tido chegada.
Triste é a saudade
sem ao menos
ter tido presença.
Triste é a morte
sem ao menos
ter tido vida.
Triste é a vida
sem ao menos
ter tido amor.
Por Ana Carolina Giorgion
31/01/2010 S.

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O peito grita
O ar se esvai
A voz se perde
Os olhos caem
A boca fecha
Os dentes trincam
O corpo treme
O amor nasce
A felicidade morre.
Por Ana Carolina Giorgion
31/01/2010 S.

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A mente gira
em um turbilhão
de ideias
O peito rasga
em um tornado
de emoções
O corpo treme
em um tufão
de lembranças
O ar some
em um furacão
de soluçoes
Os olhos fecham
em uma tempestade
de lágrimas
A vida se perde
por uma serena
decisão.


Por Ana Carolina Giorgion
31/01/2010 S.

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Choro de Anjos


As nuvens estão carregadas
Levam os pecados de cada coração
Gostas constantes caem do céu
Molhando cada coração imperfeito
Será que choram os Anjos?

Meus olhos fundos e vermelhos
Revelam a noite mau dormida
O bater constante em minha janela
Desenha seu rosto em minha memória
Será que choram os Anjos?

Minha mente vaga amargando meus momentos
Rosto me são trazidos
Seu rosto no centro de um tornado
E a chuva aumenta o compasso
Será que choram os Anjos?

Sentimentos já experimentados
Um gosto amargo me vem do coração
A tentativa de engolir o fel
lágrimas saltam de meus olhos
Será que choram os Anjos?

A caneta desliza no papel
Manchas de chuva borram as letras
O barulho não mais é ouvido
Mas a água forra o chão de meu quarto
O ritmo da caneta para ao silêncio dos Anjos.


Por Ana Carolina Giorgion
31/10/2010 S.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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A Antologia Folhas de Espantos foi lançada no dia 29/11/2009. Agora está disponível a todos que desejarem ter uma boa leitura.Fico no aguardo do contato de todos para adquirirem seus exemplares.
Um grande abraço.
Ana Carolina Giorgion

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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(Re)Volta


Sombras desta escuridão implacável
Sombras que me perseguem pela noite
Me permitam um momento de solidão eterna
Me tirem da angustia e amargura.

Sentimento profundo que me acompanha
Sentimento de dor que me aprisiona
Não me permita ouvir choro de anjos novamente
Me de um momento de abandono eterno
Me faça esquecer a angustia e amargura

Pulsos que entoam minha agonia pelo corpo
Veias que carregam o veneno de minha febre
Permitam que meus ventos soprem as velas
Deixem que a luz dessa sobrevida se apague
Levem paras as trevas a angustia e amargura

Pés que procuram caminhos solventes
Mãos que pintam abstratos de loucura e pó
Tirem de mim as imagens de meu torso contorcido
Atrofiado pela imobilidade de minhas vontades
Cubram de cores escuras a angustia e amargura

Corpos que vagam sem perdão pela terra da morte
Bocas seladas pelo pavor dos deuses
Afugentem minha alma de meu corpo
Dilacerem meu peito em segundos
Acabem com o bater de um coração já inerte e sem vida.

Hades, Seol e Infernus
Realize-se a tua vontade em minha vida
Domem meus pensamentos e aprisionem meu corpo
Levem-me para as profundezas deste abismo
Me permitam sentir o sabor de teu fel.

Tinjam-me com o líquido negro que sai de teus olhos
Tragam-me a tão esperada paz em meio a teus tormentos
Digam-me palavras perdidas, eternas e mastigáveis
Me permitam sentir o que sou, dentro do que nunca quis
Me levem de volta ao inferno de onde nunca deveria ter saído.

Por M.D. Amado e Ana Carolina Giorgion

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Saudades sob as Unhas


Ainda trago sob as unhas o teu vermelho

Castigado por tua sombra, vago quase impune

Nos termos daquela nossa vontade carnal

Era teu escravo, teu instrumento de suor

Acabou...


Ainda respiro o teu último suspiro

Num hálito gélido de convite à morte

Escapei de tua crueldade disfarçada

Vestida de paixão e prazer


Ainda tenho fios de cabelo em meu corpo

Impregnados com o teu rosto

Vejo teus olhos na transformação

Do brilho, ao opaco silencioso do corte final

Acabou...


Ainda sinto teu cheiro dos momentos de prazer

Como uma fêmea no cio a implorar por carícias

Olor dos desejos da carne

Os quais te consumiram por inteiro.


Ainda levo em meus lábios o quente de seu corpo

Num contraste grotesco entre o passado e o presente

O calor se esvai dentre minhas mãos

Os toques de desejos substituídos pelo pavor


Acabou.

A transformação para escravidão de um dono maior

Seu corpo jaz pelos pecados do prazer

A vida se esvai entre minhas mãos.

E seu espírito, escravo da morte.


Dueto entre M.D. Amado e Ana Carolina Giorgion

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